{"id":368,"date":"2011-02-05T00:23:48","date_gmt":"2011-02-05T00:23:48","guid":{"rendered":"http:\/\/vinhos.inacreditavel.pt\/?p=368"},"modified":"2011-02-05T00:25:44","modified_gmt":"2011-02-05T00:25:44","slug":"vinhos-improvaveis","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/vinhos.inacreditavel.pt\/?p=368","title":{"rendered":"Vinhos improv\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<p>Depois de j\u00e1 ter bebido os vinhos todos do pa\u00eds era improv\u00e1vel que surgissem vinhos novos. Mas o improv\u00e1vel aconteceu.<\/p>\n<p>Falgaroso, Douro tinto 2005, 14% de \u00e1lcool, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Um vinho j\u00e1 entradote (com um travo a velho) mas tamb\u00e9m com uma frescura contrastante no sabor. Tinha tamb\u00e9m umas borbulhas do tipo do Cabernet Sauvignon e madeira o que lhe davam um toque de complexidade. (eh eh eh, estou cada vez melhor a escrever estas merdas)<\/p>\n<p>Calheiros Cruz, Douro tinto 2007, 14,5% de \u00e1lcool, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. N\u00e3o t\u00e3o bom como o <a href=\"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=11319\">2002 Touriga Franca<\/a>, de in\u00edcio estava um poco enxofrado, mas 1\/2 hora depois j\u00e1 se bebia. E os 3 anos de velhice j\u00e1 se notavam, o que tamb\u00e9m lhe conferia car\u00e1cter. (\u00c9 s\u00f3 tretas, onde \u00e9 que eu aprendi a escrever assim sobre vinhos? Ser\u00e1 que o Ano do Gato \u00e9 bom para escrever? Discorrer sem parar? Ser\u00e1 que o Ano do Gato me vai ajudar a escrever a tese de doutoramento?)<\/p>\n<p>E o terceiro vinho \u00e9 um vinho de que n\u00e3o h\u00e1 mem\u00f3ria. Pelo menos a hist\u00f3ria que o acompanha \u00e9 in\u00e9dita.<\/p>\n<p>Terras do Marechal, Beira Interior tinto 2009, Touriga Nacional, 13,5% de \u00e1lcool, adocicado como s\u00e3o todos os vinhos daquela regi\u00e3o (Serra da Estrela, D\u00e3o, e por a\u00ed fora), um doce quase enjoativo cortado por um toque de madeira. Mas o melhor da hist\u00f3ria come\u00e7a aqui. N\u00f3s nem quer\u00edamos beber este vinho. O DC entrou a matar: pediu para provar todos os ingredientes da comida em separado e em cru antes de permitir que os cozinhassem e que nos servissem. Eles acederam. Mas quando chegou ao vinho e nos aconselharam este que tinha acabado de chegar l\u00e1 da terra deles, o DC disse logo: &#8220;uvas a mais de 700m de altitude n\u00e3o d\u00e3o bom vinho. Quero um vinho aqui da regi\u00e3o.&#8221; Fui ver os vinhos com os meus pr\u00f3prios olhos (na carta n\u00e3o se consegue cheirar a garrafa) e at\u00e9 tinham bons vinhos, mas&#8230; voltaram a insistir no Terras do Marechal. E at\u00e9 apareceu um tipo que eu n\u00e3o conhecia de lado nenhum (mas que me pareceu o vendedor) a dizer que aquele vinho era t\u00e3o bom ou melhor que os outros todos&#8230; Que eu n\u00e3o me ia arrepender. Por fim, uma proposta que eu n\u00e3o pude recusar: &#8220;Abram o vinho. Se n\u00e3o gostarem, podem devolv\u00ea-lo.&#8221; Ah! Assim, sim. E l\u00e1 foi o Terras do Marechal monocasta para a mesa. Est\u00e1vamos j\u00e1 nas provas, quando chega novamente o desconhecido, que afinal era o produtor e que tinha ido ali levar o vinho (a mais de 400km de dist\u00e2ncia), e co\u00e7a os tomates enquanto elogia o vinho&#8230; que era madeira, que era s\u00f3 Touriga Nacional, etc&#8230; e co\u00e7a os tomates mais uma vez, e depois pega na garrafa pelo gargalo com a mesma m\u00e3o com que co\u00e7ou os tomates e diz mais umas merdas que eu j\u00e1 n\u00e3o ou\u00e7o porque j\u00e1 s\u00f3 vejo \u00e9 pintelhos no gargalo e&#8230; foda-se&#8230; ainda tive que dizer que o vinho era bom enquanto cuspia os pintelhos. Porra. N\u00e3o bebo mais vinho!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de j\u00e1 ter bebido os vinhos todos do pa\u00eds era improv\u00e1vel que surgissem vinhos novos. Mas o improv\u00e1vel aconteceu. Falgaroso, Douro tinto 2005, 14% de \u00e1lcool, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. 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