Periquita, 2010 Reserva

Periquita, Setúbal tinto 2010 Reserva, 13% de álcool, Castelão (38%), Touriga Nacional (34%), Touriga Francesa (28%), com estágio de 8 meses em barricas de carvalho francês.

Do enólogo Domingos Soares Franco, é um vinho fantástico, um vinho velho excelente, redondo, parece chocolate, parece Syrah, um arredondado doce-agridoce. Denso, com uma cor sangue de boi que até faz espuma. Uma grande pomada castanho-avermelhada, com sabor a uva e rebuçado.

José de Sousa, 2012

José de Sousa, Alentejo tinto 2012, 14% de álcool, Grand Noir (48%), Trincadeira (32%), Aragonez (20%), com estágio de 9 meses 30% em carvalho novo americano e francês.

Denso, forte, com alguma aspereza, e o primeiro impacto foi de vinho velho, mas é só um toque, um toquezinho de velho. Com uma acidez de cereja, encorpado, uma cor quase de sangue de boi. Denso, parece ter poeira em suspensão, mas uma poeira fininha. Gostei.

Vinho de água

Coloquei hoje, dia 11 de fevereiro, oito garrafas de Maria da Penha, Herdade das Moiras, Alentejo, 2016, no fundo da cisterna. Vão estagiar até ao verão. Depois aviso e convido os leitores a provarem este vinho.

Se as condições atmosféricas e marítimas permitirem, vou, em breve, colocar seis garrafas do mesmo vinho no fundo do mar.

Até breve

Foral D. Diniz, 2013

Foral D. Diniz, Alentejo tinto 2013 Reserva, 15% de álcool, Syrah, Alicante Bouschet, Touriga Nacional.

Faz espuma, quando despejado no copo. Grená vivo, parece sangue. Doce, acre, forte, denso, encorpado. Laivos de fumo, madeira, e álcool, claro. Doce de amora evaporado até à exaustão, numa cama de madeira, enrolada e redonda. Saboroso.

Três vinhos

Juntámos alguns apreciadores de tinto, que já não se viam há alguns meses, e fizémos uma prova cega de três vinhos.

1) Rovisco Pais, Setúbal tinto 2014, 14,5% de álcool, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Aragonez, com estágio em barricas de carvalho francês e americano.

2) Encostas do Trogão, Trás-os-Montes tinto 2012 Reserva, 14% de álcool, inta Roriz, Trincadeira, Touriga Nacional.

3) Encostas do Trogão, Trás-os-Montes tinto 2014, 13,5% de álcool.

No primeiro, nota-se bem a madeira que se sobrepõe inclusive ao vinho. É uma madeira bem integrada num vinho denso, bem encorpado, por cima de um sabor de frutos roxos e maduros.

O terceiro é o mais aberto. Tem um toque enxofrado por baixo de um sabor novo, com sumo de uvas vermelhas. Líquido, doce, redondo, mas com alguma acidez que se escapa para a boca no final.

O segundo foi o de que mais gostei na prova cega. É o mais seco dos três, e aquele onde se sente mais o álcool. Um agridoce com laivos de fumo e adstringência.

Belos vinhos.

Quinta de Camarate e Solista

Um Solista pode ser bebido a solo, mas rende mais se for acompanhado… com amigos e outros vinhos.

Solista, Alentejo tinto 2013, 14% de álcool, Touriga Nacional.

Denso com uma cor mais escura que o Qta. de Camarate. Mais doce, embora com alguma agrura. Um vinho mais fechado. Escuro, preto, coração de boi.

Quinta de Camarate, Setúbal tinto 2014, 13% de álcool, Touriga Nacional (55%), Aragonez (20%), Cabernet Sauvignon (16%) e Castelão (9%).

De cor mais transparente que o solista, mais aguado na vista e no sabor. Áspero, adstringente, masmo ao meu gosto. Mais ácido e agreste que o Solista, mas tem alguma doçura. Na textura é mais aguado, rebuçado líquido